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A robótica é a ciência que une máquinas, softwares e inteligência artificial para automatizar tarefas antes exclusivas de humanos. A área já ocupa um espaço central na indústria, na saúde e na educação, e deve ganhar ainda mais peso nos próximos anos.
Segundo a Oxford Economics , os robôs podem substituir até 20 milhões de empregos manufatureiros no mundo até 2030, o equivalente a 8,5% da força de trabalho industrial global. O impacto já aparece em linhas de produção que hoje operam com equipes reduzidas.
A robótica é a ciência responsável por projetar, construir e programar máquinas capazes de executar tarefas com controle mecânico e automático, combinando hardware, software e sistemas de controle.
O termo robótica foi cunhado pelo escritor Isaac Asimov em contos publicados a partir da década de 1940 e reunidos no livro Eu, Robô, de 1950. A palavra robô, no entanto, já circulava havia quase três décadas: o escritor tcheco Karel Čapek a usou pela primeira vez em 1921, na peça R.U.R., que retratava humanos artificiais em uma fábrica.
Da criação do termo até a robótica atual, a tecnologia passou por marcos concretos. O primeiro robô mecânico surgiu em 1924 e operava por telefonia, permitindo ligar e desligar equipamentos remotamente.
Em 1937, o robô Elektro foi criado nos Estados Unidos e ampliou essas funções: além de ser teleoperado, era capaz de andar e mover a cabeça. Em 1954, surgiu o primeiro robô programável automaticamente, base para o desenvolvimento do Unimate, que entrou em operação na linha de produção da General Motors em 1961, tornando-se o primeiro robô industrial do mundo.
Cinco anos depois, em 1966, pesquisadores do MIT criaram o Eliza, um dos primeiros programas capazes de simular conversas em linguagem natural, marco relevante para a história da inteligência artificial. Desde então, novas gerações de robôs, com funcionalidades cada vez mais específicas, passaram a estar disponíveis no mercado.
A robótica tem sido cada vez mais utilizada no cenário educacional, presente como atividade extracurricular ou disciplina eletiva em escolas brasileiras.
Além de desenvolver conhecimentos técnicos, a robótica contribui para o raciocínio lógico, já que estimula os estudantes a analisar e solucionar problemas de forma estruturada. A criatividade também é exercitada, principalmente quando os projetos são conduzidos em grupo, o que reforça o trabalho em equipe, o foco e a persistência.
A robótica tem o objetivo de assumir tarefas antes realizadas por humanos, seja para reduzir custos operacionais, aumentar a precisão de processos ou eliminar a exposição a riscos físicos.
Isso não significa a substituição total do trabalho humano. Na prática, a tecnologia redesenha funções, concentrando pessoas em atividades de supervisão, criação e tomada de decisão, enquanto as máquinas assumem tarefas repetitivas ou de alto risco.
A robótica já é aplicada em setores diversos, e a expectativa é que essa presença se amplie nos próximos anos. Confira os principais campos de aplicação:
A robótica é aplicada em ambientes fabris há décadas, sobretudo em linhas de produção com atividades repetitivas. Quando humanos desempenham essas tarefas por longos períodos, cresce o risco de desgaste físico, acidentes e falhas. As máquinas, por sua vez, executam as mesmas operações com mais velocidade e consistência, o que deve tornar sua presença industrial ainda mais frequente.
A cirurgia robótica é um procedimento conduzido por robôs operados por uma equipe médica, muitas vezes a distância. A técnica reduz de forma significativa a margem de erro humano em movimentos de alta precisão, embora a supervisão constante da equipe médica continue sendo indispensável durante todo o procedimento.
Na fisioterapia, a robótica auxilia tratamentos de doenças diversas e a reabilitação de pacientes. Um exemplo é o traje robótico, equipamento que ajuda pessoas com dificuldade de locomoção a caminhar e, em estágios mais avançados de reabilitação, a correr.
As condições do ambiente extraterrestre não permitem que humanos explorem determinadas áreas sem equipamentos específicos. Por isso, robôs são fundamentais para o estudo de outros planetas: diversas unidades já deixaram a superfície terrestre para investigar regiões do Sistema Solar inacessíveis a missões tripuladas.
O setor automobilístico tem investido fortemente em robótica. Se antes os robôs eram usados apenas para aprimorar processos produtivos, hoje eles também atuam em testes de campo e de laboratório, ampliando sua função para além da linha de montagem.
Controlar remotamente a iluminação e os equipamentos de uma casa pelo celular é uma aplicação simples da robótica na automação residencial. Parte dessa automação já depende de Edge AI , tecnologia que processa dados de sensores diretamente no dispositivo, sem depender da nuvem para tomar decisões rápidas.
A Pós-Graduação em Engenharia de Software da PUC-Rio Digital oferece um caminho consistente para quem quer atuar com desenvolvimento de software, arquitetura de sistemas e automação, disciplinas que sustentam a construção de soluções robóticas.
Já a Pós-Graduação em Ciência de Dados e Analytics aprofunda o uso de inteligência artificial e análise de dados, competências cada vez mais aplicadas ao controle e à tomada de decisão de sistemas automatizados.
Nenhum dos dois é uma pós-graduação específica em robótica, mas ambos entregam a base de programação, dados e inteligência artificial que sustenta quem já atua ou quer migrar para essa área.
Boa parte dos frameworks usados em projetos de robótica, como o ROS (Robot Operating System), é distribuída como código aberto , modelo de desenvolvimento em que o código-fonte fica disponível para qualquer pessoa estudar, modificar e redistribuir. Entender essa lógica colaborativa faz parte do repertório técnico esperado de quem atua com engenharia de software aplicada à automação.
Para profissionais que não vêm da área de tecnologia, os cursos de tecnologia da PUC-Rio Digital incluem o módulo Do Zero ao Código, com 90 horas dedicadas a nivelar lógica e linguagem de programação antes do início das disciplinas técnicas.
O avanço da robótica já reconfigura o mercado de trabalho. Atividades repetitivas de linhas de produção contam hoje com equipes mais enxutas, substituídas por robôs programados para tarefas específicas.
Com o avanço da inteligência artificial , a automação deve deixar de se concentrar apenas em funções operacionais e passar a impactar também processos estratégicos, como análise de dados e apoio à decisão.
Para se manter relevante nesse cenário, profissionais de diferentes áreas têm buscado atualização em linguagens de programação , dados e inteligência artificial, adaptando-se a uma rotina de trabalho cada vez mais integrada às máquinas.
Robótica é a ciência que projeta, constrói e programa máquinas com controle mecânico e automático, combinando hardware, software e inteligência artificial para executar tarefas antes realizadas por humanos.
A palavra robô foi usada pela primeira vez em 1921, na peça R.U.R., do escritor tcheco Karel Čapek. O termo robótica surgiu depois, cunhado por Isaac Asimov em contos reunidos no livro Eu, Robô, de 1950. O primeiro robô mecânico foi construído em 1924, e o primeiro robô industrial, o Unimate, entrou em operação na General Motors em 1961.
A robótica trata do projeto físico e mecânico de máquinas capazes de agir no mundo real, enquanto a inteligência artificial trata dos sistemas de software que permitem a essas máquinas tomar decisões. Um robô pode operar sem IA, seguindo apenas instruções mecânicas fixas, mas a combinação das duas tecnologias é o que permite robôs mais autônomos e adaptáveis.
Robótica educacional é o uso de kits e atividades de robótica como ferramenta pedagógica, geralmente como disciplina eletiva ou atividade extracurricular. O objetivo é desenvolver raciocínio lógico, criatividade e trabalho em equipe, além de introduzir noções básicas de programação e engenharia.
A robótica substitui principalmente tarefas repetitivas e de alto risco físico, redesenhando funções em vez de eliminar o trabalho humano por completo. Segundo a Oxford Economics, até 20 milhões de empregos manufatureiros podem ser afetados globalmente até 2030, o que reforça a necessidade de atualização profissional em áreas como programação, dados e automação.
Quem quer atuar com robótica pode buscar formação em programação, dados e inteligência artificial. Na PUC-Rio Digital, as Pós-Graduações em Engenharia de Software e em Ciência de Dados e Analytics oferecem essa base, incluindo o módulo Do Zero ao Código para quem não vem da área de tecnologia.
Por Mauricio Schwingel
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