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O que é a indústria criativa e como você pode empreender na área

Mariana Bortoletti • 19 de fevereiro de 2025

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    A indústria criativa é um ecossistema que converte ideias, expressões culturais e conhecimento em bens e serviços. Ela impulsiona o desenvolvimento econômico e social usando a criatividade. 


    Os empreendimentos da indústria criativa exploram novas oportunidades de mercado, estimulando a iniciativa empreendedora, contribuindo para a comodidade cotidiana e promovendo a apreciação pela cultura regional. 


    Além disso, têm papel essencial na geração de renda e criação de empregos. 


    Neste artigo, vamos esclarecer o que é a indústria criativa, qual é sua relevância e como ela se subdivide. Também vamos explorar o cenário nacional desta indústria e quais são os caminhos para se tornar um empreendedor criativo.

    A black poster with pink text that says gestão cultural e industria criativa

    O que é a indústria criativa?

    Entendemos por indústria criativa o setor econômico onde o capital intelectual é a principal força motriz na fabricação de bens e serviços. 


    Esse capital não se limita ao conhecimento e às habilidades dos colaboradores de uma empresa, mas também aos conhecimentos adquiridos e documentados e à cultura organizacional. 


    Diferente dos ativos tangíveis, como estruturas físicas e bens materiais, a indústria criativa lida com recursos mais abstratos. O cerne da questão é a capacidade de a empresa utilizar sua criatividade e conhecimento para gerar valor através da inovação. 


    Nessa indústria, não é necessário ter uma ideia completamente inédita, mas é importante utilizar a criatividade para redefinir a relação entre esforço e capital financeiro. 


    No modelo tradicional, é costume concentrar-se na otimização de processos de produção ou no redesenho de componentes específicos. Na indústria criativa, o foco está mais na criação (ou aprimoramento) de algo que revolucione um setor. 

    Quais são as subdivisões da indústria criativa? 

    A indústria criativa se categoriza em nove subdivisões, que foram estabelecidas pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD). São elas: 


    1. Sítios culturais: sítios arqueológicos, museus, bibliotecas, exposições 
    2. Expressões culturais tradicionais: artes e artesanato, festas, celebrações 
    3. Artes cênicas: música ao vivo, teatro, dança, ópera, circo, fantoches 
    4. Artes visuais: pintura, escultura, fotografia, antiguidades 
    5. Audiovisuais: cinema, televisão, rádio e outros derivados da radiodifusão 
    6. Editoração e mídia impressa: livros, imprensa e outras publicações 
    7. Novas mídias: softwares, videogames, conteúdos criativos digitalizados 
    8. Serviços criativos: arquitetura, publicidade, pesquisa e desenvolvimento, atividades culturais e recreativas 
    9. Design: interiores, gráfico, moda, joias, brinquedos. 


    Entender essas subdivisões é importante para ampliar a perspectiva sobre o que faz a indústria criativa. Porém, é importante lembrar de que se encaixar em uma das categorias acima não é o que faz um negócio pertencer à indústria criativa. 


    O essencial é ter a criatividade como força motriz para a produção de bens e serviços. 

    O cenário dessa indústria no Brasil 

    Por se tratar do setor criativo, pode parecer que a receita gerada pela indústria criativa é modesta e que seu impacto é pequeno na economia brasileira. Porém, essa é uma impressão equivocada. 


    Em números, a indústria criativa já representa 3,11% do PIB nacional, de acordo com dados do Ministério da Cultura. Em 2022, empregou mais de 7 milhões de pessoas formalmente. 


    Ou seja, os impactos da indústria criativa podem ser sentidos por quem atua no ecossistema empreendedor, na sociedade em geral e até em gestores públicos. 


    Isso porque os empreendimentos deste setor não apenas abrem novos mercados, como inspiram pessoas a começar negócios, facilitam o dia a dia da população, ajudam a valorizar a cultura regional e estabelecem um ciclo virtuoso de geração de empregos. 


    No cenário internacional, que já movimenta mais de 389 bilhões de dólares, a indústria criativa do Brasil ainda é tímida. Não aparecemos como destaque em nenhum relatório global. 


    Isso ocorre, entretanto, não porque não exista potencial, mas por timing. Temos uma base sólida e bons projetos criativos em andamento, é apenas uma questão de tempo até as inovações brasileiras chamarem atenção mundial. 

    Como empreender na indústria criativa 

    Empreender na indústria criativa exige uma compreensão única da interseção entre arte e negócios e das tendências do setor. Abaixo, apresentaremos algumas dicas para guiar aqueles que aspiram não apenas participar, mas prosperar na indústria criativa. 


    Confira: 


    • Considere aprimorar algo: muitos empreendedores dedicam tempo buscando uma ideia revolucionária para estabelecer um mercado novo. Entretanto, uma boa ideia pode ser aprimorar um bem ou serviço que já existe, para que ele, de fato, resolva um problema e tenha um valor no cotidiano. 
    • Entenda se é possível escalar: quando se começa um empreendimento, é comum pensar em pequena escala. Porém, o que fazer se você precisar atender uma demanda muito maior? Pense em como será possível escalar o seu negócio. 
    • Pense na geração de valor: parte essencial de criar um bom projeto dentro da indústria criativa está em conseguir gerar valor. Pense no que a sua ideia agrega para as pessoas, no impacto que o seu bem ou serviço terá. Ele faz a diferença? Ele melhora a relação do ser humano com uma comodidade, tecnologia ou expressão cultural? 
    • Crie protótipos: uma prática muito alinhada à indústria criativa é o design thinking. Use-o para criar protótipos para o seu projeto. Produzir um mínimo produto viável (MVP) e testá-lo no mercado antes de produzir em massa é uma forma de otimizar seus recursos. 
    • Invista no capital humano: o capital intelectual, como você viu, é a grande força motriz da indústria criativa, e ele está nas pessoas, no capital humano. Por isso, uma dica importante é investir nos seus colaboradores, rompendo silos e buscando uma comunicação e colaboração multidisciplinar. Isso aumenta suas chances de sucesso. 
    • Desenvolva cultura organizacional: a cultura de uma empresa está ligada ao seu propósito. Ter um propósito e, por consequência, uma cultura organizacional bem definidas auxilia na motivação do capital humano. 
    • Aprenda com quem tem experiência: por fim, não é indicado que você comece um empreendimento achando que sabe de tudo. Muitos empreendedores, pela própria natureza do negócio, abraçam sozinhos a iniciativa. O que pode causar uma visão limitada e desafios desnecessários. Por isso, peça ajuda. Seja pela colaboração com outros empreendedores, buscando mentores ou investimento em uma especialização. 


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    Ao final, para se aproximar ainda mais da realidade da economia criativa, você desenvolve um projeto cultural alinhado com o mercado e pronto para ser colocado em prática. 


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    Por Mariana Bortoletti

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