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A Semana do Conhecimento da Pós PUC-Rio Digital teve uma abertura à altura no dia 23 de março: Andréa Magalhães, referência nacional em gestão de processos, subiu ao palco virtual para falar sobre um tema que permeia todas as organizações (e também nossas vidas pessoais).
A palestra Processos: Onde vivem? Do que se alimentam? foi um convite a repensar conceitos e quebrar tabus sobre o universo do BPM (Business Process Management).
E o currículo de Andréa Magalhães mostra que ela é a pessoa certa para desmistificar algumas ideias sobre processos. Ela é sócia-fundadora e CEO da Dheka, empresa especializada em Pesquisa, Treinamentos e Consultoria em BPM, além de ter uma carreira acadêmica sólida como pesquisadora e professora. Andréa também está à frente do maior canal brasileiro sobre BPM no YouTube.
Ao longo da palestra, ela compartilhou sua visão sobre o que são processos, por que eles importam, como funcionam na prática e quais são os maiores desafios e benefícios de trabalhar com BPM.
Confira os principais aprendizados a seguir.
Um processo é uma série de ações ou passos realizados para se alcançar determinados objetivos. Ele recebe insumos (entradas), processa essas entradas e entrega um resultado (saída). Essa lógica vale tanto para processos pessoais quanto para processos corporativos.
Além dessa definição, Andréa Magalhães trouxe uma perspectiva interessante sobre a abrangência da gestão de processos nos dias de hoje. Antes restrito a áreas como Engenharia de Produção ou Administração, o campo evoluiu para uma disciplina transversal. É a Process Science, que dialoga com inteligência artificial, sustentabilidade, agilidade e muito mais.
Andréa também propôs uma reflexão simples: a padaria do seu João da esquina, aquela pequenininha de bairro, tem processos?
A resposta é sim. E esse foi o ponto de partida para desmistificar um tema que muita gente associa apenas a grandes corporações ou à burocracia.
"Há processos em tudo nessa vida. Em tudo o que fazemos, estamos participando, de alguma forma, de algum processo. A questão é que muitas vezes não estamos conscientes disso", explicou.
Da padaria à academia, do banco à startup, os processos estão em operação o tempo todo, mesmo quando ninguém percebe. E é justamente aí que mora o perigo: um processo pode existir e funcionar mal, simplesmente porque ninguém o conhece ou o questiona.
BPM é um tripé que integra pessoas, processos e tecnologia, nessa ordem. E a sequência não é aleatória.
As pessoas vêm primeiro porque os processos devem servir a quem os executa, a quem os gere e a quem é cliente deles. "Os processos vêm servir as pessoas, e não as pessoas terem que se adequar aos processos", reforçou a palestrante. Isso significa que colaboradores precisam ser ouvidos na hora de definir ou redesenhar um processo.
A tecnologia, por sua vez, entra como suporte. Ela serve para automatizar tarefas repetitivas, por meio de BPMS (Business Process Management System), RPA (automação por robôs) ou inteligência artificial. Ela potencializa o processo, mas não o substitui nem o precede.
Para a CEO da Dheka, BPM não é sinônimo de burocracia. Não é para gerar papelada. Não é para obter certificação. E, principalmente, não é uma "camisa de força", como muitos temem. Se um processo é pesado, complexo ou disfuncional, a culpa não é do processo em si. É de quem o definiu assim.
Outra visão importante: a tecnologia não pode andar na frente. Empresas que compram uma ferramenta e tentam encaixar seus processos nela estão fazendo ao contrário. A ordem correta, reforçou Andréa, é sempre: pessoas, processos e, só então, tecnologia.
Por que tantas empresas investem em gestão de processos?
Andréa Magalhães apresentou seis grandes benefícios que justificam esse movimento global:
Processos bem mapeados podem ser cruzados com os objetivos estratégicos da empresa. Quando há desalinhamento, ou seja, quando os processos "andam para um lado" e a estratégia "aponta para outro", a empresa nunca alcança suas metas.
Redução de custos, de prazos e melhoria da qualidade são ganhos concretos que o BPM proporciona de forma sistêmica.
Tarefas repetitivas e fluxos de trabalho podem ser automatizados por meio de diferentes tecnologias, gerando retorno expressivo sobre o investimento.
Processos estruturados criam as bases para que pessoas possam colaborar, sugerir melhorias e participar ativamente.
Um processo modelado revela onde há consumo de papel, combustível e recursos não renováveis. "Que tal colocar uma lupa verde em cima do seu processo?", propôs Andréa, sugerindo a definição de indicadores de pegada de carbono e outros KPIs de sustentabilidade.
Processos são essenciais para a aderência a regulamentações. Um exemplo prático é a LGPD: para saber por onde os dados pessoais transitam na empresa, é indispensável mapear os processos.
Quando questionada sobre os maiores obstáculos na implantação de novos processos, a palestrante foi direta: o maior desafio ainda é o aspecto humano. Isso envolve tanto a alta liderança, que precisa patrocinar as iniciativas de BPM, quanto o time operacional, que precisa se adaptar a novas formas de trabalhar.
"As pessoas sentem-se incomodadas quando você muda a forma como elas trabalham. Você vai encontrar resistência. Existe uma jornada emocional da mudança que vai provocar um carrossel de emoções: medo, dúvida, desconfiança", alertou.
Para navegar por esses desafios, a gestão de processos anda de mãos dadas com a gestão da mudança. Este campo se dedica justamente a trabalhar comunicação, conscientização e capacitação das pessoas durante transições organizacionais.
A CEO da Dheka também destacou a conexão direta entre gestão de processos e jornada do cliente. Para entender como um cliente interage com a empresa, é preciso olhar para os processos. E para monitorar esses processos de forma eficiente, os indicadores precisam ser transversais, não restritos aos silos de cada área.
"Precisamos sair dos silos verticais e olhar para os processos end-to-end, porque senão o cliente pode estar insatisfeito mesmo que, internamente, cada área ache que está indo bem", pontuou a especialista.
A palestra de Andréa Magalhães demonstrou que a gestão de processos é uma área em expansão acelerada, impulsionada por novas tecnologias, pela necessidade de eficiência e pela crescente complexidade dos ambientes de negócio.
Para profissionais que querem se destacar no mercado, dominar esse campo é um diferencial estratégico cada vez mais valioso.
E foi exatamente nesse contexto que a Semana do Conhecimento da Pós PUC-Rio Digital abriu suas portas: para conectar profissionais a conhecimento de alto nível, com aplicação prática e foco nas demandas reais do mercado.
Para quem quer ir além da palestra e construir uma base sólida na área, a Pós PUC-Rio + PUCPR Digital oferece o curso Gestão de Projetos, Jornada do Cliente e Metodologias Ágeis. O programa conta inclusive com a participação da própria professora Andréa Magalhães.
Como disse Andréa ao encerrar sua apresentação: "Quanto mais eu estudo, menos eu sei. E as empresas também não conseguem dizer que acabaram os seus processos, porque a área cresce, evolui e muda junto com o mundo.". Essa é, talvez, a melhor razão para nunca parar de aprender.
A gestão de processos é a disciplina que organiza, analisa e melhora fluxos de trabalho dentro de uma empresa, garantindo que atividades estejam alinhadas aos objetivos estratégicos.
A gestão de processos serve para aumentar a eficiência, reduzir custos, melhorar a qualidade das entregas e garantir que a operação esteja conectada à estratégia do negócio.
Os principais benefícios da gestão de processos incluem:
BPM (Business Process Management) é uma abordagem da gestão de processos que integra pessoas, processos e tecnologia para otimizar fluxos de trabalho e gerar resultados consistentes.
O maior desafio da gestão de processos é o fator humano, como resistência a mudanças. Também incluem falta de alinhamento estratégico e dificuldade em quebrar silos organizacionais.
Para implementar a gestão de processos, é necessário mapear os fluxos atuais, identificar melhorias, envolver as pessoas e, só depois, aplicar tecnologias para otimizar a execução.
*Conteúdo produzido com o apoio de IA.
Por Olivia Baldissera
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